do It. sbozzo s. m., delineação inicial de uma pintura, escultura ou desenho; bosquejo; fig., resumo; sinopse.

30.11.07

ris-te. nesse rosto feliz de criança esse riso que é do mundo que perde o fôlego entre gargalhadas de vida. tanta que quase não cabe em tão pequeno ser. e és. vida a cada momento a cada momento um sorriso…

a IF *

19.11.07

Por entre o marasmo das letras passa o tempo incontornável. Foi no 18 que os 28 se contaram. Que passe pois a seu ritmo e se cumpra o destino no fim.


Menos palavras, a mesma presença…

12.10.07

A espontaneidade morreu. Num repente como se dela se tratasse. Nada surge do nada tudo se faz crescer ou nascer se não inato. E o destino escrito diariamente até ao fim. Há quem lhe chame futuro há quem o trate por sonho ou simplesmente amanhã…

8.10.07

A luz foi-se há horas. E com ela todo um mundo do dia-a-dia. A inquietude duma vela dessa vela! Quanto silêncio! De quando em quando ouves gente como tu. Quase em desespero tão longe de ti. E que fazer agora sem luz? Num repentino mergulho em silêncio de cera no ribombar de ininterruptos tic-tacs. Paras o tempo. Finges pará-lo quando o calas para que não lembre o agora moroso passar. E ficas tu. Fitas a dança ritmada dessa chama. O balançar terno e sensual. A volúvel dança em nostalgia feita forma. E o que te lembra. Tanto do que foste e do que te faz hoje ser. Falta-te a melodia a acompanhar. Faltam-te os sonhos feitos som falta-te vida para lá de ti. E de novo o desespero de quem já não sabe falar. A ansiedade eufórica enche o escuro das ruas. E de repente tudo pára. Até o tempo já sem voz para ripostar. Enches a alma de cheiro a pavio sentes o quente no rosto no peito e o bafo agridoce a nostalgia. O mar que te encharca o palato e te espreme devagar. Lembras tanto do que foste tanto que não quiseste ser. E aprendes-te em monólogos peças soltas do pensar. Sabes-te um pouco mais na verdade que te faz a alma na cobarde coragem que te molda o ser. O mundo dorme. A luz foi-se há horas. E tu de tempo parado e nova vela. Lês-te. Sorris na abrangência do que não vês.

28.9.07

Escondes-te. Por detrás da janela. No vestíbulo. Lá fora os transeuntes do costume. O mesmo ruído por debaixo da pele. E o que te move o mesmo. O ritmo o bater certo dos passos feitos peito. Tanto de vida por entrelinhas. Um vestíbulo a janela e ao fundo a lua cheia. Enorme. Fecunda em sonhos. Quão fértil consegues ser? Enterra a aridez adulta que és. Do esterco se fará viçosa a flor. Sonha. Encolhe no ínfimo da matéria explode em cor. Envolve-te. Revolve-te. Não nasças para lá do necessário. (re)nasce. Sê-te e leva-te ao limite. Leva-te em sonho leva-o até parecer tombar e colhe-o entre nova sementeira. Surdam sonhos em magotes enquanto o tempo ainda for tempo enquanto o tempo for de inventar.
nos entrementes sorri

11.9.07

O que sentimos é a parte maior do que somos…

25.8.07

Ouve-te! Lá fundo no peito. Dentro de ti onde te bate o coração. Ouve-o. Ouve-lhe o embalo desajeitado do verbo. Deixa-o falar. Que verbalize o ritmo veloz e alucinante dos sentidos. O inchado compasso de vida. O calor propagado ao ínfimo ponto do ser o rubor a encher maçãs. Sente o sabor o veneno que o atesta. Ouve-te. Ouve-o agora que o partilhas…
Que te conta?

19.8.07

Deixei de tentar perceber as voltas da vida. Olho-as do canto dum sorriso onde as apanho em jeito de boleia e com elas rumo à deriva ao sabor do fresco giro riscado a asas. Sigo-as em rodopios e experimento à séria a gargalhada… ri-te!

12.7.07

No calmo espelho do rio. Onde me olho como em nenhum outro lugar. Onde refresco a mente em travos largos. Onde bebo o reflexo na concha das mãos e me encho de mim inteiro nas ondas da concha. No suave ondular das mãos. E bebo. Revigoro-me na fresca ânsia de mar ainda tão fresca impregnada de vida. Ainda tão longe do sal… No calmo espelho do rio onde me procuro e me fundo onde te encontro em flashes da memória tomada de assalto pelo imenso que és. No calmo espelho do rio onde me deixo ir a caminho do mar. Já o sabes. É onde quero morar…

4.7.07

Digo, é claro que digo! Digo-te tudo o que quiseres saber, tudo aquilo que souberes ler…

30.6.07

Mais que um nome que um rosto que uma vida. Um passado uma herança esta história. A genética a cultura e a memória. O futuro um legado e nova história. Tudo o que és e te fizeram o que fizeste ao que já sou. O que sinto e o que sentes o que me dás o que te dou. A certeza do encontro ainda que vás onde não vou. As verdades os sorrisos que no peito hão-de morar. O abraço que te peço sem dizer o abraço que ambos damos sem tocar. O brinde que te faço sem beber o laço eterno que nos une além do mar…
Saúde!

28.6.07

Abraças-te ao silêncio à imagem da noite. Tentas evitar a loucura do vazio… o amargo da companhia… os fantasmas que te guiarão os segundos. Um resto de vontade um querer mais que tudo uma força tão frágil tão fugaz. A força que tentas recuperar num suspiro. A saudade de ter sido a coragem de querer ser. O beijo de boa-noite um sono de pedra por detrás dum rosto de anjo… suspiro! Amanhã hás-de sorrir de novo…

20.6.07

Viajo à janela dum comboio sem destino. Passa-me a paisagem diante dos olhos em constante monotonia. Não a retenho. Deixo-a passar como aos passageiros perdidos numa vida só deles cheia deles. Esticam o braço para validarem a passagem e voltam aos seus eus sem perguntas ou queixumes. A viagem continua mas há sempre um fim da linha. Valerá a pena sair?

18.6.07

É em dias como o de hoje que num repente, assim como se do nada, surge a ânsia pelo imenso - verde azul imenso. Anseia-se o canto o frescor o imenso. Anseia-se crispado. Irrequieto em espuma na areia. Anseia-se o sal nos pés. A leveza no mergulho na calma o frio no corpo nos lábios. Um olhar de sal por sobre a recôndita alma do mundo. Um outro silêncio brando em gestos perfeitos de paz. Um riso imenso em bolhas de sonhos que hão-de nascer. O riso fundo da inocência que ainda se é sentido à séria num instante roubado ao mundo…
Anseia-se um corpo sabor a sal.

17.6.07

Num beijo prova-se o tempo prova-se o mar prova-se o querer às vezes sem se querer. Prova-se o doce prova-se o morno prova-se a alma que brota em bica do olhar. Prova-se o verbo o silêncio o abraço apertado de ternura. Prova-se o ritmo alucinado do peito. Prova-se a vida prova-se um vício prova-se a paz que ninguém sabia existir. Prova-se e não há como parar…
Já provaste? *

16.6.07

Abraça um cometa e deixa que te leve onde pertences. Prega a lágrima ao canto do olho não vá tornar a cair e vai. Abraça-o desde o fundo. Corre lá longe entre a mágica valsa universal. Na leveza de um corpo celeste. Beija a lua aperta o sol. Queima a alma de luz. Espreme-a. Não sonhes apenas que vais empurra-te. Pousa a pena com que riscas e vai…
Espreita a Vida…

13.6.07

Antes o sal fosse só mar…
Se ao menos conseguisse sê-lo… se o fosse pelo menos uma vez.
Soubesses o azul que vi e o desejo de um beijo morreria no nascer da manhã. Hoje moro no frio dum Tejo sedento de mar…
*

8.6.07

Um beijo na face crua. Viva. Na face verdadeira da manhã. O fundo dos olhos. O horizonte do olhar para lá do beijo. Longe tão vasto tão quente. Tão perigosamente mortal. Pleno de vida. Lábios sedentos de mel em atropelos na humidade doce de um beijo. Numa colheita minuciosa para que nada se perca para que dure para sempre o seu sabor. O doce mel que forra a alma. O desgrenhado beijo da manhã…